quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mensagem mediúnica com Paula Zamp no 2º Encontro de Amigos de Chico Xavier

Vontade de Deus - Divaldo Franco

RECEITA DE ALEGRIA - Albino Teixeira

"Uma receita de alegria: refletir nas bênçãos que recebemos, incessantemente, do Amor Ilimitado do Cristo..."
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Algumas receitas de alegria para qualquer ocasião:
1 - Apoiar os empreendimentos de auxílio à Humanidade, em particular àqueles que ainda não se encontram acessíveis ao entendimento geral.
2 - Garantir o trabalho das instituições de benemerência.
3 - Diminuir as necessidades materiais dos companheiros em provação ou penúria.
4 - Resolver o problema pecuniário de algum pai de família ou de mães sofredoras largadas em abandono.
5 - Resgatar os compromissos imediatos de algum doente em situação de infortúnio.
6 - Visitar os obsidiados e socorrê-los, principalmente os mais esquecidos.
7 - Oferecer um lanche fraterno ou alguns momentos de felicidade aos irmãos internados em casas de reeducação ou recolhidos a organizações assistenciais.
8 - Atenuar as privações das crianças desprotegidas, quando não pudermos suprimir de todo semelhantes dificuldades.
9 - Distribuir páginas edificantes, favorecendo a esperança e o consolo, o esclarecimento e a compreensão entre as criaturas.
10 - Tanto quanto se nos faça possível, efetuarmos demonstrações de tolerância e humildade, perante aqueles com quem ainda não nos harmonizamos, no caminho da vida, notadamente aqueles que nos sejam menos simpáticos ou que se nos erigem na estrada em motivos de preocupação.

MODO DE USAR: Refletir nas bênçãos que recebemos, incessantemente, do Amor Ilimitado do Cristo; assumir a iniciativa do Bem; agir em silêncio, e atender às prestações de serviço, com tanta discrição e naturalidade, que os beneficiários não estejam constrangidos a nos testemunhar o menor agradecimento.

(Do livro "Sentinelas da Luz", Albino Teixeira, Francisco C. Xavier
NOTA: O link abaixo contém a relação de livros publicados por Chico Xavier e suas respectivas editoras: http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html

Seja amigo de si mesmo – Orson Peter Carrara

Ser amigo de si mesmo é medida inteligente. Para isso é preciso agir com discernimento. Isso significa não corromper-se, em toda a abrangência que a palavra permite. Criar problemas que gerem remorsos para o futuro, note-se, é atitude contra nós mesmos.
Uma boa medida para essa receita é envolver-se com as boas causas; é também ler bons livros, assistir bons filmes, ouvir boa música e para os que apreciam também o envolvimento com as artes e os esportes. Tudo isso faz bem à alma, produz bem-estar e saúde, além dos efeitos nos relacionamentos.
Muita gente reclama da vida, mas continua com pessimismo, permite-se mau humor e nada faz para facilitar a vida. Onde está, afinal, a boa vontade que facilite o andamento das providências diárias? Onde está a alegria de viver e a vontade que movimenta iniciativas?
Muita gente diz que nada lhe dá certo no cotidiano, mas continua com ciúme, inveja e ainda alimenta revolta ou vive às voltas com críticas aos outros.
Muitos reclamam da saúde, mas nada fazem para abandonar os vícios ou os pensamentos de inconformação e azedume.
Que autoridade tenho eu para dizer ou questionar isso? Nenhuma! Sou também uma criatura em lutas comigo mesmo, carregando lutas imensas a vencer. Mas o que tenho visto é que é preciso ser amigo de nós mesmos. Afinal, bons pensamentos geram saúde. Igualmente bons sentimentos, boas atitudes, boas palavras também geral saúde.
Gostar de si mesmo é vital. Aceitar-nos como somos apesar da luta contínua por melhorar-se. Isso não é vaidade, é necessário. Desde que não se torne egoísmo...
Abastecer-se de otimismo, sair da acomodação, focar o belo, movimentar-se em favor de alguém, envolver-se com causas humanitárias, renunciar ao medo e à timidez, mas também munir-se amplamente de boa vontade. Eis algumas providências diárias. Levantar-se com alegria, agradecer à vida e a Deus por tudo que nos envolve, eis um segredo simples de saúde e felicidade.
Mas há também um detalhe fundamental: perdoe-se!
Para que alimentar tanta culpa por aquilo que fizemos ou deixamos de fazer?
Qualquer erro pode ser reparado, hoje ou mais tarde. Errar ou equivocar-se não pode ser motivo que nos paralise!
Portanto, amigo ou amiga, mãos à obra. Podemos sim conquistar a felicidade, ainda que relativa. Somos seres muito amados. Por que esquecemos esse detalhe fundamental e nos entregamos tanto a abatimentos sem fim?
Procuremos agir com bondade e confiança em Deus, mas também em nós mesmos. Antes de agir, procuremos raciocinar se o que vamos fazer não vai gerar remorsos e arrependimentos no futuro. O que é que pode gerar remorsos ou arrependimentos? Tudo o que prejudique o próximo ou a nós mesmos. Então, fica fácil analisar cada coisa, apesar dos desafios diários.
Agindo assim, em respeito a nós e aos outros, estaremos sendo amigos de nós mesmos!
Orson Peter Carrara

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Arte de Ouvir - Divaldo Franco

SEGUNDO PENSAMOS (André Luiz)

Cada consciência é um centro gerador de forças no movimento universal, cuja direção depende de si mesma.

Pensar é criar.
O destino recebe a forma que lhe impusermos, à maneira do vaso que exprime a imaginação do oleiro.
A palavra vem depois da idéia.
A ação é cimento invisível.
A obra é pensamento coagulado.
Renovar o mente no trabalho incessante do bem, cunhando valores positivos, ao redor de nós mesmos, é estabelecer roteiros sempre novos para a vanguarda evolutiva.

O espírito, herdeiro divino do Supremo Senhor, traz consigo todas as sementes do Céu para engrandecer a Terra.

Unidade atuante, irradias-se, através de mil modos, gozando ou sofrendo, em seu cosmo orgânico, a benção ou a reação das energias que projeta e que o elevam ou convulsionam, de acordo com a intensidade dinâmica que lhes é característica.

Cultiva a tua mente, iluminando-a e enobrecendo-a.

Ainda que, por agora, não percebas, a tua alma se expande, em milhões de partículas, que são os agentes de libertação ou de cativeiro elaborados por teu próprio plano mental.
Avança, escolhendo a “melhor parte”.
Diante do sofrimento e da morte, afirmou o Mestre, certa vez: - “Não temas, crê somente.”

Segundo pensarmos, assim será.
(Do livro “Doutrina E Aplicação”, André Luiz, Francisco Cândido Xavier, Espíritos Diversos)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Conheça a Rádio Plenittude

Conheça a Rádio Plenittude, transmitida através do site http://www.plenittude.com/

Estás preocupado?

É compreensível que te surpreendas em estado de preocupação, quando te defrontes com os diversos desafios do teu cotidiano.

Não será tarefa simplista o ter que dar conta dos quefazeres domésticos, associados aos da profissão e do convívio social.

Realmente, concebe-se que são tantas coisas a pesar sobre o teu sentimento, sobre os teus pensamentos, sobre o teu humor, que, vez que outra, percebes que foste invadido por ondas de preocupações, para o que abriste as portas morais.

Entretanto, vale parar um pouco e meditar acerca desse fenômeno.

Quando te preocupas, passas a dispender largas quotas das tuas energias na direção do objeto da tua preocupação.

Se a causa é válida, converge a preocupação em ação positiva e benfazeja, ao invés de te manteres paralisado à frente do desafio.

Se o móvel da preocupação não tiver a marca do legítimo valor, se o teu estado psicológico prende-se ao desejo de posse, ao ciúme, à falta de fé em Deus ou a qualquer capricho nocivo à saúde da alma, é chegado o tempo de, à custa dos necessários esforços, te desligares dessa sintonia, que te irá minando o mundo íntimo, sem que encontres solução, podendo escorregar para valões de desespero, mágoa, ódio ou indiferença, ou em estado extremo, podendo impulsionar-te para o crime, que tem variado espectro para as almas lúcidas que conhecem, ainda que por simples informações, as orientações das Leis Divinas.

Desse modo, estuda com clareza as fontes e motivos das tuas preocupações, considerando com o Celeste Guia que a cada dia já basta o seu mal.

Na certeza de que estás no mundo a fim de aprender, crescer e amar, nos roteiros da felicidade, não te permitas sucumbir ante problemas de saúde, financeiros, mal-entendidos ou familiares. Aprende a resolver, um após outro, os teus problemas e, na certeza de que o tempo é o fator de resolução de todos os enigmas, entrega as tuas preocupações ao Criador e marcha adiante aguardando a luz do novo dia, que sempre brilha após as noites de horror e sombras.

Não te deixes aturdir pelas exageradas preocupações, trabalhando com valor e afinco o cerne de ti mesmo.

Camilo.

Psicografia de Raul Teixeira.

Em 05.07.2010.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A cidade dos espíritos

Uberaba tem mais centros kardecistas do que igrejas católicas. 

Eles atraem multidões de visitantes em busca da comunicação com entes queridos que estão no além

  Alexandre Salvador, de Uberaba 
 Fotos Manoel Marques
Turismo das almas O médium Celso de Almeida Afonso (à esq.) psicografa uma mensagem por meio de garranchos (abaixo). Ele é um dos sucessores de Chico Xavier, cuja imagem ilustra um outdoor (à dir.) que saúda os visitantes na entrada da cidade
O Brasil é a nação com o maior número de seguidores do espiritismo, a doutrina criada no século XIX por Allan Kardec, pseudônimo do francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, e cuja característica mais divulgada é a possibilidade de comunicação direta entre vivos e mortos. O país tem 2,2 milhões de espíritas declarados, segundo o último censo do IBGE, e outros 18 milhões de simpatizantes, de acordo com a Federação Espírita Brasileira (FEB). Nesse contexto, Uberaba, no interior de Minas Gerais, localizada a 480 quilômetros de Belo Horizonte, pode ser considerada a capital mundial do espiritismo. A cidade, com 290 000 habitantes, conta com mais de 100 centros kardecistas, contra apenas 54 igrejas católicas. A razão pela qual o espiritismo criou raízes tão profundas em Uberaba é o legado do médium Francisco de Paula Cândido Xavier. Chico Xavier se mudou para Uberaba em 1959 e viveu na cidade até morrer, em junho de 2002.
Antes de ele se instalar ali, o número de centros kardecistas não chegava a dez.
Ao longo de sua doutrinação, Chico Xavier "escreveu" 412 livros ditados, segundo ele, por espíritos do além. No jargão espírita, são obras "psicografadas". Os primeiros deles eram de poesia, assinados, entre outros, pelo poeta parnasiano Olavo Bilac e pelo naturalista Augusto dos Anjos. Depois, suas obras passaram a divulgar a doutrina kardecista. Chico Xavier afirmava receber vários espíritos. Um dos que mais impressionavam suas plateias era o do médico cearense Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, que viveu no Rio de Janeiro no
século XIX. Dizendo incorporá-lo, Chico receitava medicamentos – sempre fitoterápicos, para não ser enquadrado em crime de charlatanismo – aos fiéis que o procuravam. Juntos, os volumes escritos pelo médium venderam até hoje mais de 30 milhões de cópias. Sua biografia, 
As Vidas de Chico Xavier, foi transformada em filme. Um novo longa será lançado em setembro e retratará a história do livro Nosso Lar – seu maior best-seller, com 2 milhões de cópias vendidas.
Mesmo após oito anos de sua morte, a influência de Chico Xavier em Uberaba ainda é fortíssima e desperta a curiosidade de milhares de turistas espirituais que visitam a cidade.
Enquanto o médium era vivo, as caravanas chegavam quase que diariamente à cidade. "Não menos de 1 000 pessoas, todas as sextas e sábados", diz o filho adotivo de Chico, Eurípedes Higino dos Reis, que é dentista, mas não exerce a profissão. Hoje, o movimento de fiéis é menor.
Mesmo assim, Uberaba é referência para aqueles que buscam pelos discípulos de Chico Xavier para estabelecer uma ponte com a vida após a morte. Nos fins de semana, ônibus de visitantes circulam pela cidade à procura das sessões públicas de psicografia. Quem vai aos centros espíritas quase sempre passou por grande trauma envolvendo a morte. Perdeu de forma trágica ou inesperada um filho, os pais ou um irmão. No ritual, o médium se comunica com esses parentes falecidos, recebe deles uma mensagem e a transcreve
no papel.
Os procedimentos são bem parecidos em todos os centros. Os interessados em receber mensagens do plano espiritual devem preencher uma ficha com dados básicos (nome, parentesco, data de nascimento e de morte) da pessoa com quem desejam se comunicar. Em seguida, o médium se fecha numa sala, onde analisa as fichas e tenta estabelecer contato com os espíritos dos mortos. Depois dessa seleção, senta-se em frente à mesa, concentra-se e começa a psicografar. Em média, de cinco a seis cartas são escritas por sessão. Enquanto ele preenche as páginas em branco – trabalho que demora uma hora e meia, para todas as mensagens –, outros membros do centro discursam aos presentes sobre assuntos da fé e da espiritualidade, com base em passagens dos livros kardecistas. Ao final da psicografia, o médium faz a leitura pública das mensagens.
Como os garranchos são incompreensíveis, a leitura é gravada. O momento da leitura das cartas é, de longe, o mais emocionante da sessão. Em quase todas as mensagens, os mortos se referem aos parentes vivos pelo nome.
Em algumas, é descrita a causa ou a situação em que o "remetente" morreu ou fornecida alguma informação que, supostamente, seria de conhecimento apenas dos parentes. Esse é um ponto controverso. Nas sessões testemunhadas pela reportagem de VEJA, o médium fez previamente uma pequena entrevista com o interessado em receber a carta. "É um encontro muito rápido, não mais de um ou dois minutos. É um elemento de sintonia", assegura o médium Carlos Antônio Baccelli, do Lar Espírita Pedro e Paulo, um dos mais visitados pelos turistas. Baccelli afirma que Chico também tinha esse tipo de conversa preliminar.
Fé e assistencialismo O médium Carlos Baccelli no Lar Espírita Pedro e Paulo, que serve de asilo a idosos: mais de 100 livros publicados
Carlos Antônio Baccelli é considerado pelos fiéis que o procuram um dos principais sucessores de Chico Xavier, inclusive nas atividades assistenciais. Ele administra um asilo com trinta idosos abandonados pela família. Baccelli tem mais de 100 livros publicados. Segundo o médium, alguns foram escritos por espíritos e psicografados por ele. Em outros, ele se assume como autor.
Mais do que fornecer testemunhos verossímeis de espíritos que se comunicam do além, as cartas têm a função de confortar os parentes dos mortos. "É preciso que as pessoas leiam a mensagem com carinho e não tentem buscar aquilo que elas desejam saber, mas sim ouvir o que a pessoa que está do outro lado pode dizer", comenta o paulista João Roberto Rui dos Santos, que, logo na primeira visita a Uberaba, recebeu uma carta do filho morto em um acidente automobilístico aos 18 anos. Santos já havia perdido outro filho, com apenas 3 meses de idade.
Ele admite que forneceu informações ao médium Celso de Almeida Afonso, do Centro Espírita Aurélio Agostinho, mas não tem dúvida de que é seu filho que está se comunicando. "Antes mesmo de dizer qualquer coisa, ele falou que meu avô Luiz está cuidando do meu filho. Eu não havia revelado esse detalhe a ninguém", conta Santos.
Mensagens que confortam João Roberto Rui dos Santos, a esposa, Carmen, e a filha Marina no Centro Aurélio Agostinho (à esq): emoção de receber uma carta do filho morto aos 18 anos. O ritual espírita inclui passes de energização (à dir.)
O Grupo Espírita da Prece, centro fundado por Chico Xavier em 1975 e onde o médium trabalhou até o fim da vida, não realiza mais sessões de psicografia. A decisão de encerrar a comunicação escrita com o além foi de Eurípedes Higino, que agora administra o centro espírita e as obras assistenciais criadas por seu pai adotivo. "Ele me transmitiu essa missão. Ele me chamava de ‘último dos moicanos’", diz Eurípedes.
É ele quem detém os direitos sobre a memória e o nome de Chico Xavier. A exceção são as obras literárias: o médium cedeu sua parte nos lucros às editoras que publicam seus livros. Às quintas-feiras, a Casa Assistencial Chico Xavier oferece um jantar a mais de 1 000 pessoas, além de doar pão, leite, enxoval para crianças e fornecer orientação médica e odontológica gratuita.
Para as obras assistenciais, Eurípedes conta essencialmente com donativos, a maior parte vinda de um grande empresário do ramo de borracha e plástico do Rio Grande do Sul.
Vale-se também da renda de uma pequena livraria montada em frente à casa onde morava o médium. O principal produto à venda são suvenires com a imagem de Chico. Eurípedes atendeu a outro pedido do médium:
que abrisse as portas da casa onde morava e a transformasse em um museu. O gesto quase causou o tombamento do único imóvel herdado pelo filho adotivo. Por isso, Eurípedes fez questão de pintar uma mensagem bem terrena na fachada da casa: Casa de Memórias e Saudade Chico Xavier – imóvel de minha propriedade.
O herdeiro e o mentor O filho adotivo de Chico Xavier, Eurípedes Higino dos Reis, na casa em que viveu o médium: controvérsia ao desmentir que o espírito do pai já tenha se manifestado. O médico cearense do século XIX Bezerra de Menezes (ao lado) receitava remédios
por intermédio de Chico
Eurípedes é uma figura controversa em Uberaba. Nos últimos anos de vida de seu pai, atuava como uma espécie de empresário do médium. Controlava o acesso a ele e escolhia quem podia vê-lo. Depois da morte de Chico, envolveu-se em polêmicas a respeito da autoria de mensagens e até livros atribuídos ao espírito de Chico Xavier. Essas mensagens foram recebidas por vários médiuns do país, inclusive Celso de Almeida e Carlos Baccelli, ambos de Uberaba.
Eurípedes nega que seu pai tenha se comunicado com o mundo dos vivos após a morte. "Há mais de 200 mensagens atribuídas a ele, todas falsas", diz.
O que faz o filho adotivo de Chico ter tanta certeza de que as mensagens são apócrifas é o pacto que celebrou com o pai antes de ele morrer. O médium determinou que qualquer mensagem que enviasse ao mundo terreno conteria determinado código. O médico particular de Chico, que coincidentemente tem o mesmo nome do filho, Eurípedes Tahan, e uma amiga, Kátia Maria, são testemunhas desse pacto. Como nenhuma das mensagens carrega o tal código, o filho de Chico as rechaça. A questão do código é posta em dúvida por muitos seguidores do espiritismo. Segundo eles, citando os escritos de Allan Kardec, espíritos superiores, como seria o caso de Chico Xavier, não emitem sinais em códigos.
O autor francês, na obra 
O Livro dos Médiuns, diz que eles se fazem reconhecer apenas pela superioridade de suas ideias. A principal atividade econômica de Uberaba é a pecuária. A cidade abriga uma exposição permanente de gado, a Expozebu. Fora isso, é pacata e não apresenta grandes atrativos turísticos. Por isso mesmo, a prefeitura e o comércio local incentivam o espiritismo. Out-doors com a imagem de Chico Xavier saúdam os visitantes que chegam em busca de conforto espiritual por meio do contato com o além. Para esses forasteiros, Uberaba é a cidade dos espíritos.

Revista Veja - Edição 2170 / 13 de junho de 2010